segunda-feira, 9 de junho de 2014

Do que tenho

Tive alguns amigos,
alguns amores também.
Muitos momentos bons,
sua grande maioria duraram 15 minutos.
Algumas vezes os momentos e os amigos voltavam, duravam um mês
e assim o ciclo continuava.
Nada terminava,
nada era igual.

Tive uma vida,
da qual posso me lembrar com orgulho e dor.
Tive quase tudo.
Hoje (acredito eu),
tenho só a mim mesma.



carla kassis
{junho de 2014}

terça-feira, 20 de maio de 2014

Mutantes


Relações sólidas,
líquidas,
plásticas,
ou como uma bolha,
que resplandece a cor
o brilho
tão sensíveis

que com um vento qualquer

(...)

carla kassis
{maio de 2014}

Verdades

1. verdades de um cotidiano comum


Relacionamento se constrói e se destrói.
A inconstância é um veneno.

Amor e verdade são antídotos mas, opcional.


2. verdades de um cotidiano comum

Da natureza,
nunca vi ser mais inconstante que o homem.



3. verdades de um cotidiano comum

Ser alguém de verdade,
não é algo tão praticado.


carla kassis
{maio de 2014}

sábado, 3 de maio de 2014

...

Quem era você?

Um olhar castanho,
era isso que eu gostaria
que estivesse aqui

Gostaria que nada estivesse 
perdido no tempo,
existe algum fio condutor
que fez com que tudo isso 
se perdesse?

Só consigo lembrar de uma sombra,
que dobrava a equina da avenida
cheia de sonhos
e planos

Quem é você?
Você pode me dizer 
no que se tornou?

carla kassis
{março de 2014}

Sem título

Todos os dias você veste sua capa
todos os dias os mesmos sorrisos
a mesma conversa, o mesmo copo vazio

Todos os dias você enfrenta a vida
fingindo que suas marcas não estão expostas
e por onde você passa 
rastros de gotas pretas e vivas do seu sangue
vão ficando pelo chão

Todos os dias você veste sua capa
e ela não te serve pra nada.


carla kassis
{maio de 2014}

Dois pedaços


das alegrias de 1990

quando eu ainda 
não conhecia
o amor




depois do sono

quando acordei
haviam peles
e palavras
envoltas
em uma atmosfera
de beleza
que duvidei estar acordada

carla kassis
{março de 2013}






segunda-feira, 24 de março de 2014

Suspiros

Fevereiro,
Março,
e eu
fomos esmagados,
sem sequer um fio
de luz
sem ar nos pulmões,
no solo seco
frio,
gélido,
ferido,

com flahs de esperanças
cortando
o fim de um dia


...




esquecido.